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"Aprendi que as maiores riquezas estão ao nosso lado e que o nascer de cada dia é uma nova oportunidade de ser feliz e fazer a diferença".

sexta-feira, novembro 11

CRÔNICAS NOSSAS.

Qual será o fim?

A cada nova geração o “homem” atinge um patamar de desenvolvimento tecnológico e econômico jamais visto ao longo da história humana. Gerações passadas nunca imaginariam ter a internet, celular, TV; enfim jamais imaginariam viver em um mundo como o do século XXI. No entanto, a realidade do nosso cotidiano nos conduz a um crueldade e diria que criminalidade incomparável. O que assistimos é o crescimento a custa da liberdade, alegria, humildade; a custa dos valores mais simples e ao mesmo tempo mais grandiosos que compõe a espécie humana.
Construímos castelos próprios em nossos lares, mas perdemos a cada dia a liberdade de sair nas ruas e andar sem a preocupação de ser mais uma vítima dessa pandemia que se chama violência. Compramos o carro da última geração, mas ficamos impedidos de andar pelas vias públicas por horas devido os engarrafamentos gigantescos.
O mundo acadêmico se transformou em um mundo de fórmulas, técnicas e conceitos decorativos, gerando como produto alunos sem o mínimo preparo para a vida. É preciso se atentar que existem bem mais coisas aquém dos livros e coisas que não se aprendem em uma sala de aula.
A palavra chave se chama o lucro. Esse é o grande objetivo da nossa geração. Passamos a traçar nossos relacionamentos a custa de vantagens que ele pode nos trazer. Criamos nossos filhos baseados na hierarquia do ter e não na hierarquia do amor, da dignidade e da humildade.
Fazemos parte da geração que mais sofre com problemas psicológicos. O stress, a depressão, a síndrome do pânico e tantas outras doenças da mesma atmosfera atormentam nossa espécie com a mais vasta brutalidade. E para percebermos isso não é necessário olhar para Amy, Michael Jackson e outras figuras famosas; basta olharmos o mundo que nos rodeia diretamente. E não temos com quem contar a não ser nós mesmos, pois nossos psicólogos e psiquiatras também são vítimas e um cego não pode guiar outro.
Esse na verdade é o grande projeto que estamos inseridos e isso me leva a pensar cada vez mais como viveram meus avós. Um mundo sem tanto luxo e riqueza, porém um mundo onde a felicidade não era um crime.
O simples ato de amar, de dar um bom dia, de dizer um muito obrigado vem sendo sucateado pelo individualismo capitalista. Somos criados para ser um grande capitalista e se não alcançamos tal objetivo nos sentimos o mais fraco e inútil dos seres humanos. Mas no mundo dos sentimentos não há como ser uma capitalista; o mundo do sentimentos não tem regras e objetivos.
A cada novo amanhecer temos a oportunidade de traçar um novo caminho e de fazer a diferença, contudo a cada novo amanhecer proliferamos esse estilo de vida contemporâneo tão grandioso e ao mesmo tempo tão solitário.

sábado, outubro 29

CRÔNICAS NOSSAS.

"Sou apenas um caminhante
Que perdeu o medo de se perder
Estou seguro de que sou imperfeito
Podem me chamar de louco
Podem zombar das minhas ideias
Não importa!
O que importa é que sou um caminhante
Que vende sonhos para os passantes
Não tenho bússola nem agenda
Não tenho nada, mas tenho tudo
Sou apenas um caminhante
À procura de mim mesmo".

(O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos, Cury Augusto).

sábado, outubro 8

CARTA DE APOIO AO SINDICANTO E COLEGAS BANCÁRIOS.





Itabuna, 08 de Outubro de 2011.


Caros colegas,

             Através destas poucas linhas veio prestar minha solidariedade perante o movimento grevista. Parabenizo primeiramente a vocês que estão à frente do movimento e que sem nenhum receio enfrentam os banqueiros, alguns colegas, autoridades e a sociedade em geral. Também parabenizo os demais colegas por fazer parte da maior greve dos últimos 20 anos.
Aos olhos de muitos a greve dos bancários é só mais uma farra para ganhar aumento de salário. Sem dúvida alguma, tal afirmação é um crime contra a categoria e contra a própria população. Bem mais do que um aumento salarial, nós queremos o reconhecimento da nossa dignidade e não pensamos apenas em nós; também pensamos na população. Lutamos por direitos legais, a fim de ter nosso reconhecimento e servir melhor ao povo que todos os dias está nas filas monstruosas e que precisa dos bancos.
                  A ideologia capitalista  arranca do homem seu último neurônio e carácter e depois o joga fora como um lixo. E o dia a dia dos bancos não é diferente. Aos clientes de maior poder aquisitivo atendimentos prioritários e ao demais resta aquele velho caos de entrar em um banco pela manhã e sair depois de horas de espera. Lutamos não apenas por nós, mas por toda a sociedade. A existência dos bancos primeiramente é possível por conta dos clientes e depois dos bancários; essa é a escada para existência de um banco. E porque na escada do respeito e dignidade percebemos esses como os últimos? Lutamos para ver essa situação revertida. E os banqueiros colocam como grande vilão a classe dos bancários. Tal ideia não pode ser disseminada em meio à sociedade, afinal o grande vilão são os banqueiros.
Tenho apenas quatro meses de banco e praticamente experiência nenhuma, mas certos acontecimentos me fizeram vir até aqui. Eu vi de perto gerente chorando por não conseguir alcançar a meta que tinha que fazer e simplesmente todo o esforço que exerceu durante sua carreira ser apagado. Eu vi colegas saírem da agência com o medo estampado nos olhos e temendo ser vitima de sequestro. Eu vi clientes humilharem colegas e agredirem sua moral não apenas como bancário, mas como cidadão e tudo isso por conta de problemas que não cabem a nós. Deparei-me com colegas que dedicaram praticamente toda a sua vida ao banco, deixando até mesmo de viver momentos com sua família e quando vivia não vivia de corpo e alma, por pensar nas coisas que tinha que fazer na segunda-feira. Deparei-me com colegas que por adquirirem DORT/LER foram jogados fora como um lixo e sem pena alguma pelos banqueiros.
Mas também não podemos deixar de amar o que fazemos, pois a população precisa de nós e se lutamos por ela devemos ter essa consciência. Nesses quatro meses também aprendi a gostar do que faço e esse é o segredo do sucesso; e o que mais me motiva é ouvir um elogio de um cliente em meio a um dia cheio de stress. Encerrando essas linhas gostaria de compartilhar um acontecimento: conversando com um cliente sobre o stress, a demora no atendimento e coisas do tipo ele me perguntou o que havia de prazeroso em trabalhar ali: eu respondi que um simples elogio de um cliente, como o que ele acabava de me fazer é capaz de apagar tudo de ruim que se vive em dia de trabalho e nesse dia saímos da agência sentindo orgulho de nós mesmos. No resumo de tudo é isso que pedimos: reconhecimento.
Não estou 100% a frente do movimento, mas a cada dia que vejo vocês na porta dos bancos em meio à chuva e sol sinto mais orgulho ainda  de fazer parte dessa greve e o mínimo que posso fazer é prestar o meu apoio.


 Abraços,

Vanclei Santana da Silva.

domingo, agosto 7

CRÔNICAS NOSSAS.


A MAGIA DE SER BRASILEIRO.

A magia de ser brasileiro foi simplesmente ocultada a nós e isso é algo que ninguém jamais nos tomara. Por nossos corpos circula uma alegria e um sofrimento tão árduo que vivemos cada instante com uma intensidade gigantesca, fazendo de cada minuto um momento único e vivendo como se aquele fosse o último momento de nossas vidas. E por ai a fora dizem que brasileiro é preguiçoso, que para tudo cria um feriado nacional e que por aqui tudo é festa. O engraçado é que basta chegarem por essas terras verdes e amarelas para se envolveram tanto, a ponto de dizerem que vivemos no melhor país do mundo e nesse momento apagam todas as concepções afirmadas. Eu digo simplesmente que eles desconhecem nossa história, nossa luta cotidiana; enfim eles desconhecem o que é ser brasileiro. E o que é ser brasileiro? É assistir o cara que vimos na urna e acreditávamos ser ele não o salvador da pátria, mas apenas o salvador de um dos nossos problemas; praticar contra nós o crime mais sórdido e indigno da espécie humana: a mentira. É ver alegria de nossos filhos ao deixarmos eles na escola e ver a tristeza em nossas faces ao ir busca-los, tendo apenas seus corpos ausentes de um coração e os sonhos que não alcançaram. E o pior é que achávamos que lá seria o lugar mais seguro e promissor para suas vidas.
É ver um prédio imenso que foi construído por nossas mãos e ser impedido de entrar pelo segurança por ser confundido com um ladrão e tentar se explicar e acabar parando na cadeia como um ladrão. É ver nossos filhos perderem suas vidas como criminosos por seguirem uma opção sexual não condizente com o “dogma” construído pela sociedade.
Nossos parentes foram torturados pelos anos de chumbo e se quer entregaram seus corpos para que fossemos velá-los. Aprendemos pela dor que o trabalho de uma vida pode ser levado por apenas algumas horas de chuva e com a água se vai nossa dor. Mas também aprendemos que podemos reconstruir uma nova vida, afinal após a tempestade vem à calmaria. Fomos usurpados pelos portugueses que aqui chegaram, mas não foram capazes de fazer de nós menos brasileiros; pelo contrário: eles que se fazem menos portugueses nos dias de hoje. Vemos a criação de programas sociais e aplaudimos com grande êxito e só então descobrimos que eles criaram não para nós e sim para eles. E poderia ficar aqui enchendo tantas e tantas linhas para descrever o que é ser brasileiro.
Trabalhamos o ano todo e convivemos com as realidades mais cruéis e então vem o Carnaval. Saímos pelas ruas com uma felicidade tamanha que parece que tudo é apagado e sinceramente nós realmente apagamos tudo e por um instante desejamos Carnaval o ano todo. Talvez seja essa capacidade de viver tão intensamente nossas emoções que faz de nós esse povo mágico. Sem falar no futebol.  Ah! O futebol. Sem dúvida esse nasceu com o DNA do brasileiro. Muito aquém de um esporte; para nós é um sonho, um propósito, questão de honra e de amor. Esquecemos o problema da semana toda ao ver nosso time jogar mal o jogo todo e fazer um gol aos 48 do segundo tempo e então segunda-feira é gozação certa com o colega perdedor. Nós somos nossa própria festa. Fazemos de nós muito mais do que meros mortais, fazemos de nós brasileiros apaixonados pelo que somos e o que fazemos e por isso encantamos o resto do mundo.

quinta-feira, julho 28

EU POESIA.



Um sentimento que eu sinto.

De todas as flores.
Segredos e suas cores.
Dos pecados o mais efêmero.
Das noites cálidas temendo.
A dor da ausência.
Foras Gregório e sua consciência.
Dos tempos do passado.
Dizeis a ela lua: sou eu teu amado.
Levai a ela meus versos.
Rogo a ti e peço.
Traço versos solitários.
Deste ego do calcário.
Não a fim para tal sentimento.
Ao sol não há amada.
A estrela perdeu-se a viela.
Eras tu a primavera de praga.
Dizeis o lua a paixão que trago a ela.


sábado, julho 23

CRÔNICAS NOSSAS.


Mais do que a morte de "Amy Winehouse".

O capitalismo cria seus loucos e insanos, os alimenta a cada dia com seu imediatismo, sua falta de humanidade e o lucro acima de tudo; e quando seus súditos mergulham no veneno plantado por ele, o mesmo faz questão de tocar trombeta, jogar flores e fazer cara de espanto. A pena é ver que a sociedade não percebe ou se faz despercebida, pois no fundo ele sabe onde está levando a humanidade. Falta amor no abraço, falta o sorriso de cada dia, a esperança deu lugar à frustração, o amor passou a ser vendido nas vitrines e até marca passou a ter. Não há mais tempo para digerir o que se viu a pouco, afinal somos bombardeados a cada segundo pelo novo modelo do Smartphone, pelo novo lançamento da BMW, o Big Mac, o comercial da Coca-Cola; enfim vivemos em meio ao “Fast Food” de informações e produtos. Em meio a esse cenário ficamos perdidos e atônitos, assim nos resta seguir o destino criado por esse modelo e acabamos nos tornando cegos com um cão guia que leva ao precipício.
Essa geração tem nas mãos o que nenhuma outra geração teve, vive-se um estágio de desenvolvimento (em todos as áreas) jamais visto ao longo da história. No entanto, jamais foi vista uma geração com tamanho desequilíbrio emocional. É cada vez mais comum o aparecimento de problemas psicológicos na população mundial e a inteligência emocional se tornou raridade. Se ela fosse vendida em uma prateleira seria recorde de vendas no mundo todo e com certeza o vendedor seria o homem mais rico do planeta. A depressão tende a ser a doença da próxima década e os psicólogos sem dúvida ficaram felizes; o duro é pensar que estes também precisem de ajuda.
O capitalismo conseguiu ir muito além do lucro tão desejado e buscado, é pena que esse além seja um abismo sem tamanho. Sua ideologia consegue sugar com ferocidade a beleza mais pura e sincera que trazemos dentro do peito. Até mesmo as crianças são levadas a acreditar que a felicidade é ter o carrinho do comercial de TV; sua inocência é sucumbida precocemente e elas se tornam o produto perfeito para o sistema.
Morre mais um astro internacional e mais do que isso, mais um jovem que foi levado por essa ideologia insensata e usurpadora. Foram deixados letras e sucessos que iram embalar corações o resto da vida.  É duro saber que muitas outras mortes estão por vim, por conta desse mal e muito aquém disso: a morte do planeta terra. Foi dada razão a espécie que parece ser a mais irracional do planeta. Nenhuma bicho leva sua cria para uma montanha e a joga de lá de cima, apenas a o bicho homem; nenhuma macho espanca sua fêmea até a morte, apenas o macho homem. Nenhuma espécie se droga até a morte, apenas a espécie humana. Nenhuma raça destrói seu próprio habitat, apenas a raça humana.
Resta apenas dedicar o luto ao fãs, familiares e amigos. E a torcida para que a sociedade perceba o mundo que está mergulhada e que não seja tarde demais.

terça-feira, julho 19

EU POESIA.


Espécie humana.

Das noites escuras e pálidas.
Algoz de outrora clara.
Dos tantos e poucos.
Dos quais os loucos.

Acabara a plateia e o espetáculo.
O palhaço perdeu-se ao riso.
A lua oculta ao teu abrigo.
Das espécies a mais insana.
Vos dizem que ama.

Amor sem abraço.
Alegria comprada com laço.
Perdem-se em seu próprio ser.
Não verão teu amanhecer.


quinta-feira, julho 7

CRÔNICAS NOSSAS.


AUTOAPRENDIZAGEM.

Algum dia você vai parar, olhar o mundo ao seu redor e simplesmente vai perceber que na vida é preciso errar acertando, é preciso chorar de felicidade e conter o choro da tristeza. Vai descobrir que agradecer a beleza de cada dia é tão importante quanto agradecer a conquista de um grande sonho; e que na verdade para chegar a um grande sonho é necessário dar valor a cada pequena coisa da vida. Irá ver que seus pais não eram nada do que imaginou, pois eles eram muito mais do que pensava e então tenta entender tamanha grandiosidade, assim conclui que só irá entender no dia que também for pai.
No momento que mais precisar vai ver que aquele grande amigo não era tão grande como imaginava e justamente nessa hora aquele pequeno amigo se faz bem maior do que imaginava. Algum dia você vai perceber que as grandes coisas por serem tão grandes acabam se perdendo facilmente e que as pequenas coisas podem ser palpadas e guardadas com segurança. Vai perceber que não há nada mais gratificante do que ter uma família e ter um lar. Vai se perguntar o porquê de estar vivendo tanto sofrimento e vai ter vontade de abandonar tudo, não que essa seja sua vontade; mas por ser essa a única solução de acabar com o problema. E nesse momento vai enxergar que abandonar tudo é fugir e então decidi enfrentar, mesmo não sabendo se vai conseguir e no final descobri que tinha bem mais força do que suponha. Nessa hora aprende que o sofrimento doe, mas traz lições e aprendizagens para uma vida inteira. Nessa hora aprende que corajoso não é aquele que não tem medo, mas aquele que decidi encarar a situação mesmo com insegurança.  Em alguns momentos você vai olhar para o lado e ver que só restou você mesmo e vai sentir na pele o que é solidão. Nesse instante vai aprender mais sobre você mesmo e vai encontrar coisas que jamais imagina ter e que estava contigo a vida toda.
Vai reparar que não adianta sonhar que um dia será eternamente feliz, pois a tristeza sempre o irá acompanhar e então aprende que ser feliz é driblar os obstáculos da vida, trazendo sempre um belo sorriso estampado no rosto.


sábado, maio 28

EU POESIA.


Destino incerto.

Rabisco da noite sem medo
Eco de um segredo.
Biosfera tal qual enquanto.
Oculto laços desse pranto.
Frases de vozes cruéis.
Aquém destes bacharéis.

Sonho pouco perdido.
Teu corpo meu abrigo.
Tangente ao corpo teu.
Sobre ti faço dele o meu.
Da lua que te dei.
Restara o amor eu sei.

sábado, maio 21

CRÔNICAS NOSSAS.


USINA DE JIRAU: O QUE O BRASIL FINGIA NÃO VER.
                A maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC - também entrou para história como a maior revolta de operários no século XXI em nosso país e talvez no mundo. No dia 15 de Março de 2011 os trabalhadores iniciaram uma revolta no acampamento localizado em Jirau, a mais de 100 km de Porto Velho, e a violência em destaque levou a conclusão de que nesse vultoso investimento está inserido muitas questões além da geração de energia elétrica. Acompanhar o cotidiano das obras é ver de perto a exploração subumana dos trabalhadores e atrevo a dizer que é ver a escravidão moldada aos novos tempos. Sem contar as questões ambientais que acabam culminando em questões e problemas sociais.
 Inicialmente os trabalhadores são atraídos por um bom salário e toda uma propaganda, então vendem tudo e pagam aos “gatos”. Ao chegar ao local de trabalho basta um dia para perceber que a realidade será árdua e por vezes miserável.  Água e comida são recursos que se tornam difíceis para não dizer escassos, ao longo da jornada. Os dormitórios parecem mais um navio negreiro com seus corpos amontoados. O ambulatório instalado quando usado é pago, afinal o deslocamento para tomar um remédio reduz a jornada de trabalho e se repente um caso grave tiver que ser encaminhado para a capital com certeza a demissão será garantida. Ao fim do mês o salário em questão é reduzido, as horas extras não são remuneradas e até mesmo faltas inexistentes são colocadas na agenda do trabalhador, o que gera a perda de alguns benefícios por falta de 100% de assiduidade. Supervisores atuam como verdadeiros capatazes vigiando o trabalho e a vida do indivíduo 24 horas. Na região mais quente do país os trabalhadores se vêem negados a beber um copo de água, por ser um comportamento julgado como corpo mole. Sem contar a falta de equipamentos de segurança, o que já levou a morte de alguns operários.  Tudo isso acontecia na surdida até os envolvidos na questão começarem a se manifestar e devastar todo o acampamento. E mais uma vez foi visto o despreparo das autoridades para lhe dar com tais questões.
E pergunto-me onde está o governo em meio a toda essa situação. O governo não tem culpa nenhuma no cartório, afinal a obra é terceirizada e é preciso cobrar das empresas que constroem o mega investimento? Essa pergunta deve ser refletida com cautela. É a velha história da filha que acha que namora escondido do pai. A filha é a obra em questão e o pai é o governo; e nesse caso o pai é uma exceção, pois faz de tudo para não saber.
                Uma obra que envolve cerca de 12 bilhões de reais em investimentos terá que margem de lucro? Este com certeza terá vários destinos e o povo será o menos provável possível. O que tem margem exata é a exploração do brasileiro. Mais uma vez o Brasil mostra que para crescer é preciso massacrar seu povo e o engraçado é que a definição de PAC para o governo é a seguinte: “O PAC é mais que um programa de expansão do crescimento. Ele é um novo conceito de investimento em infra-estrutura que, aliado a medidas  econômicas, vai estimular os setores produtivos e, ao mesmo tempo, levar benefícios sociais para todas as regiões do país”. Realmente algo está distorcido ou é simplesmente ilusão alheia. Na realidade estamos assistindo um capitalismo feroz, onde o lucro e a produção estão acima de tudo. Olhar a pessoa como ser humano é perder tempo e tempo é dinheiro. É preciso averiguar nossos porões, pois neles há muitas coisas escondidas e maquiadas por belos conceitos.
                E onde esta os direitos trabalhistas conquistados no século passado? Onde está a Declaração Universal dos Direitos Humanos? E a constituição?  Tudo isso afogado em meio aos lobos dessa floresta selvagem chamada Brasil.

sexta-feira, maio 20

EU POESIA.



Sonho Meu.

Deixe-me tocar tal face.
Ao silêncio da noite a lua.
Desta alma es a tua.
Das minhas mãos teu enlace.
Ao céu meio oculto.
As estrelas o teu luto.
Perderá tua imagem.
União de um corpo ao nada.
Lenda da paixão errada.
Abismo para os loucos.
Verdade para poucos.


segunda-feira, maio 16

EU POESIA.



A meia lua a sós.

Além da lua teu olhar.
A tuas mãos o meu querer.
Em ti este altar particular.
Não há em si nada a fazer.
Dentre os duetos que queria.
Ficara a ti minha poesia.
Destas fábulas jaz dita.
Foras às estrelas dos artistas.
Voz digo os Lusíadas fatal.
Camões de coração carnal.
Desta solidão eu faço.
Solitário a ti o meu passo.

quinta-feira, abril 28

CRÔNICAS NOSSAS.


REDES SOCIAIS.
As redes sociais se apresentam como mais um dos vários instrumentos tecnológicos e informacionais da sociedade contemporânea e não há como negar sua atuação em meio ao mundo globalizado do século XXI. A comunicação seria o principal foco do seu uso, entretanto a presença da informação seja ela qual for vem ganhando cada vez mais destaque no Orkut, facebook, twitter e etc. Além disso, o mundo dos negócios também tem usado a rede para expor seu marketing e propaganda.
                A comunicação das pessoas foi o grande impulso para a criação das redes sociais. Elas oferecem um contato rápido, eficiente e cada vez mais inovado. Através das mesmas familiares se interligam a quilômetros de distância, amigos se reencontram, novas amizades são feitas; enfim uma verdadeira globalização do universo comunicativo. Sem contar os recursos oferecidos que possibilitam postagem de fotos, músicas, vídeos e etc.
                Percebendo tudo isso que rodeia esse universo a informação e mais propriamente dizendo os divulgadores da informação viram que poderia existir uma verdadeira fonte para expô-las. E a partir de então passaram a colocá-las dentro de algo criado até então só para comunicação. E a proporção é tamanha que se não fosse essas redes sociais alguns países do oriente estariam mergulhados na ditadura. O mundo ficou chocado com as imagens de violência expostas no twitter e facebook pelos abusos de violência contra os manifestantes na Túnisia, onde uma ditadura esmagava o povo há décadas.
               Tendo as redes sociais um fluxo de milhões de pessoas por dia não haveria meio melhor para divulgação dos empreendedores, afinal todo bom empreendedor sempre procura o melhor meio para divulgar seus produtos. Eles perceberam que as redes sociais seria como a faca e o queijo esperando a ser cortado. Além de estar à disposição do mundo não custa nada; nada melhor para uma propaganda – não ter custo e estar visível a um grande público.
                Em vista de tudo que foi expresso, fica perceptível que as redes sociais vêm assumindo um papel de tremenda relevância na aldeia global. Suas fronteiras foram muito aquém de uma mera comunicação e com isso se percebe mais um instrumento do século XXI que vem inovando e facilitando a vida do homem.

quarta-feira, abril 27

CRÔNICAS NOSSAS.


"QUE PAÍS É ESTE?"

O Brasil ao longo dos mais de 500 anos de vida conta com mais de cinco constituições e algumas delas marcante na história do país, como a de 1934 (Era Vargas) e 1988 (Redemocratização – José Sarney). A primeira impressão é que tantas mudanças na lei seria uma forma de adaptação a cada época, afinal a modernidade requer mudanças. Entretanto, a verdade é que todas essas mudanças foram uma adaptação ao favorecimento dos mais poderosos.
A cada novo governo, novo regime e novo tempo o povo brasileiro carregava a esperança de dias melhores e leis que estivessem verdadeiramente á seu favor. Os responsáveis por todas essas constituições sempre passavam o parecer de que as transformações estariam ao lado da massa. No entanto, a resposta final - a realidade – sempre foi tomada pela supremacia de quem tinha mais poder.
O país conviveu com a escravidão por mais de 300 anos e no dia 13 de maio de 1888 o “negro” teve a tão desejada liberdade através da abolição da escravatura. Liberdade essa concedida pela princesa Isabel, a qual foi considerada heroína por décadas diante de uma atitude tão sublime. Não há como negar tal atitude, porém ela não foi tomada por solidariedade e nem tão pouco caridade da princesa. Naquele momento a nação era a única da América do Sul que vivia a escravidão, além disso, esse modo servil era incompatível com a intenção de expansão capitalista da Inglaterra (maior potência industrial no momento) e dos capitalistas vigentes no país. O negro então saiu da senzala e foi comemorar, afinal tinha todo o direito. Mas, a realidade é que a ele não foi dada nenhuma condição de sobrevivência e o mesmo foi jogado na sociedade como um cego em meio à multidão. O resultado foi que muitos deles passaram a viver as margens da sociedade e com isso foi formado o preconceito histórico.
A mulher brasileira veio votar apenas em 1934 com Getúlio Vargas, tal abertura levou a crer em dias de grandes inovações; e elas vieram. Uma ditadura de 15 anos ininterruptos e que levou muitos opositores do sistema a serem perseguidos e até mesmo mortos. Findado seu governo em 1945 volta a tão sonhada liberdade e que pena que duraria pouco. O golpe militar de 1964 foi à solução para as "ameaças socialistas" do governo de João Goulart, onde a elite da nação se via cada vez mais coibida e portanto apoiou tal golpe. E então assistimos  à ditadura cruel e massacrante que durou 20 anos, período marcado pela extrema opressão das liberdades, censura e conhecido como anos de chumbo. O curioso é que de todos os países da América do Sul que viveram tal regime o Brasil é o único que não abriu os arquivos da ditadura para julgamento dos criminosos. Por quê? A resposta é fácil, muitos senadores, governadores e políticos que atuam hoje teriam que parar atrás das grades. No Chile, por exemplo, o presidente da época (Pinochet) foi preso assim como os demais responsáveis nos outros países.
Os ricos sempre tiveram as chances por aqui e os fracos mesmo ousados tiveram fins trágicos. Tiradentes foi esquartejado e decapitado simplesmente por lutar pela inconfidência mineira e de certa forma independência do país diante das garras portuguesas. Mais recente Dorothy Stang, a irmã Dorothy foi assassinada com seis tiros por lutar pela reforma agrária no Pará e assim estar indo de encontro com os latifundiários.
Depois de analisar esses fatos históricos e tantos outros parei para analisar o tempo presente – período marcado pela democracia e liberdade como as protagonistas do século XXI. E então me chamou atenção alguns “pequenos detalhes”: deparei-me na rede Globo com programa de domingo – o fantástico - que publicou a reportagem de um homem , o qual roubou um abóbora para comer e que estava preso á cinco anos. A justiça o esqueceu na cadeia e parece que ele nem se quer existia mais. Foi um roubo e merecia cumprir sua pena, porém não merecia ser levado com descaso. Muitos ao assistirem o noticiário deram risada do pobre coitado e com certeza falaram que deveria pagar pelo crime e outros nem se quer ligaram para o fato. Do outro lado da moeda trago outro “pequeno detalhe”: a cada semana escândalos políticos vem à tona: dinheiro na cueca, na meia, na mala e no final tudo fica em pizza. Muitos ao assistirem tais fatos jamais riram deles ou tiveram vontade de ir até os responsáveis para dizer-lhes as verdades merecidas e outros os respeitaram e vendo-os como líderes do país não admitem que eles passem situações constrangedoras. O engraçado é que eles são nossos empregados e pousam como patrões, banham-se em privilégios e até auxílio palitó tem direito de receber. E fiquei na minha reflexão: rir-se de um homem pobre que roubou para comer e assistisse passivamente ao roubo do dinheiro público – nosso dinheiro.
Analisando tais situações e outras a mais me intrigo para descobrir se a lei existe realmente no Brasil. Mas, para que se preocupar se somos o país tropical, o país do Carnaval, do melhor futebol do mundo, das mulheres bonitas e das belezas naturais? ... Para que se preocupar se Deus é brasileiro? Se da para levar no jeitinho brasileiro?
Um dia talvez seja possível descobrir a pergunta que me faço todos os dias: “Que país é este?” Ao menos tenho a honra de saber que a pergunta faz parte da canção de um grande homem e compositor.

CRÔNICAS NOSSAS.


Sonhar e Realizar os Sonhos!


Quanto custa um sonho? Quanto custa o sonhar? Certamente nada, sonhar é fácil e o sonho esta passível a todos, disso não há dúvidas nenhuma. O grande desafio e a grande questão é a realização dos sonhos. Esta sim é uma tarefa difícil e ao alcance de poucos, afinal nem todos estão dispostos ou mesmo suportam a caminhada até chegar ao ato real e verem o que era simplesmente sonho uma verdade concreta.
Ao longo da trajetória humana observamos alguns sonhadores que insistiram, persistiram, caíram, levantaram e só se deram por vencidos quando viram suas ilusões sendo realidades; e até hoje esses nomes são lembrados e homenageados. Mas, também ao longo dos séculos muitos nomes se quer foram citados, pois deixarão que seus sonhos fossem apenas fantasias e não tiveram coragem de fazer deles sua realidade. O fracasso e o sucesso faz parte cotidianamente da vida humana.
E então me veio à pergunta: Por que optar por morrer sem nem ao menos tentar fazer do tão sonhado um objetivo e uma realidade? E então me veio à simples resposta: o fracasso. O medo do fracasso tem a capacidade de estagnar o homem e torná-lo uma simples máquina de sonhos, mas incapaz de fazer deles seu produto final. O pensamento de ver-se ao chão sem ter chegado ao lugar desejado atormenta a mente humana e faz com que ela nem se quer tente chegar a lugar algum. Analisando o universo e vendo figuras sublimes e figuras simples, mas do mesmo escalão, que conseguiram chegar ao topo procurei descobrir o que eles tinham de diferentes. A primeira impressão é que eles eram sobrenaturais, afinal conquistaram coisas surreais para eles e para o universo a sua volta. Como explicar o fato de um camponês se tornar imperador da França? De um negro conseguir chegar ao poder da maior potência mundial e talvez do país de maior preconceito racial? De um analfabeto sertanejo comandar um país até então liderado pela elite? De um negro (Carl Brashear) ser o primeiro mergulhador negro da marinha americana – história contada no filme Homens de Honra? De um simples vendedor ambulante se tornar dono de uma das maiores emissoras do Brasil? De uma mulher chegar à presidência do Brasil, país onde a classe feminina tem o direito de voto a menos de 100 anos?Até agora citei apenas pessoas famosas e reconhecidas por todos nós, mas muitas pessoas dos bastidores também conseguem alcançar seus objetivos. Como explicar a história de uma criança pobre que conseguiu chegar à universidade? Como explicar a história de uma criança que nasceu em meio ao tráfico de drogas e se tornou um jogador de sucesso? Enfim como explicar a conquista dos sonhos? Observando a vida humana no conjunto da obra a única explicação plausível é: persistir e não ter medo do fracasso. Persistir porque você cairá diversas vezes até chegar lá e o curioso é que muitas quedas serão naquele momento que estava mais perto de chegar. E não ter medo do fracasso, pois este faz com que você nem tente e a ideia fique apenas no mundo da sua mente.
E então fui mais além e quis descobrir como seria chegar a um sonho tão desejado. O primeiro passo sem duvida é sonhar – isso todos fazem, o segundo passo é partir para torná-lo real – isso nem todos fazem. E nessa jornada você vai depara-se com as coisas mais inusitadas e massacrantes que a vida tem a oferecer. Não será uma das palavras mais cotidianas nessa trajetória, afinal muitos iram dizer: não vai conseguir! E esta frase virá das pessoas que mais contava e esperava todo o apoio. Nessa hora vai perceber que para ser real sua ilusão você tem apenas você e sua mente. Mas também irá encontrar as pessoas mais inusitadas e dispostas a te ajudarem. Nessa hora vai perceber que para chegar lá é preciso bem mais do que você e sua mente, é preciso de alguém da mesma raça e alguém que entenda o que quer ou que ao menos acredite. A complexidade que envolve toda essa atmosfera vai fazer com que você próprio se pergunte se vale a pena todo o esforço e se realmente não é maluquice como muitos dizem. Porém serão apenas momentos rápidos que farão sua força de vontade aumentar mais ainda.
 Por esses becos, vielas, avenidas e ruas da vida irá descobrir que a derrota às vezes tem muito mais a oferecer, simplesmente por ela lhe ensinar como chegar à vitória. As lágrimas serão inevitáveis. Muitos momentos elas serão suas únicas companheiras e será nelas uma fonte para seguir em frente. Pois nesse momento você percebe que terá dois caminhos; permanecer naquelas lágrimas de derrota ou insistir para as lágrimas da vitória. Ser vencido de modo humilhante ou poder lutar para ser um vencedor.
 Depois de trafegar, trafegar e trafegar vai chegar onde desejou. E nessa hora tudo irá valer à pena. Essa trajetória não é conto de fadas e nem tão pouco lenda, essa é a história de todos nós seres humanos. Resta saber qual caminho iremos seguir e como chegaremos ao fim da jornada. A certeza é que não podemos andar como derrotados, nossa função é dar o melhor de nós sempre e os resultados serão conseqüências.

CRÔNICAS NOSSAS.



Afinal o que querem os homens?
Historicamente as mulheres foram interrogadas sobre o que queriam, como queriam e porque queriam. E os homens, afinal o que eles querem? Ao longo dos tempos o sexo masculino fez questão de sucumbir suas emoções e mesmo nos momentos de maior fraqueza ele jamais poderia deixar ser levado por sentimentos. Há como imaginar Alexandre – o grande – sofrendo por um amor? Hércules chorando por medo? Stálin perdendo a razão por uma paixão? Mas não se enganem tudo isso aconteceu, no entanto eles fizeram questão de sentir seus sentimentos às escondidas como o faz os homens historicamente.
O homem difere a mulher quanto à fala, hormônios, força, tamanho; enfim quanto à forma biológica. Mas quando se fala em sentimentos todos nós somos iguais; não existe um amor para mulher e um amor para o homem; tudo é único quando se fala em sentimentos. Se não os fosse como um homem corresponderia um abraço sem senti-lo, como seria amado sem amar? Com isso quero apenas dizer sentimentos são únicos e assim como a mulheres os querem os homem também. Mas no meio desse cenário existe uma grande diferença: as mulheres podem viver tudo isso à tona e sem vergonha de nada e essa é uma das invejas que os homens têm, com certeza. A grande questão é que todo o conceito de “masculinidade” criado ao decorrer dos milênios, séculos e décadas fizeram o homem afogar o seu sentimentalismo e disso não há dúvidas.
Um homem também acreditou em princesa encantada um dia, porém percebeu que o mundo encantado não existe. Talvez a forma com que encare essa ideia seja diferente da forma que a mulher encara, mas não se engane ele também pensou assim.
Mas afinal o que querem os homens? Essa pergunta é uma grande incógnita para as mulheres. No fundo todo homem sabe o que ele quer, a pergunta ideal seria: afinal como viver o que querem os homens? Essa sim é a grande questão.
Um homem procura carinho, precisa de carinho, quer carinho. Um homem também deseja receber uma flor dada pela mulher amada em um dia qualquer, acordar ao lado dela e ser tomado por um abraço; enfim o homem busca apenas na mulher um ser tal como ele. E vou além ao dizer que o homem queria simplesmente chorar ao ouvir uma música romântica ou assistindo uma cena de novela, ser sensível sem ser chamado de gay, dar bom dia e boa noite sem ser chamado de conquistador barato, dar um beijo em seu melhor amigo sem os olhares preconceituosos virarem contra ele. Tudo isso no fundo os homens desejam, entretanto na prática não é fácil viver tais ações. Um homem queria sentar em uma roda de amigos sem falar somente de futebol, mulher gostosa e sexo. Mas se nem ao menos fingir estar no meio desse bate papo com certeza não estará presente na próxima quarta-feira do shop. Um homem queria chorar na apresentação da escola de seu filho sem olhar para ao lado para ver se ele não é o único, porque se for esconde as lágrimas no mesmo instante. No entanto, é vergonhoso chorar escondido ou reconhecer suas emoções diante do próximo por sentir aquilo naquele momento? Talvez um dia nós homens iremos perceber que assumir nosso sentimentalismo é simples e que isso não faz de nós menos homens, apenas fortifica nossa masculinidade.
O homem não carrega por nove meses seu filho, mas vive na insegurança durante esses nove meses, justamente por saber que ele poderia estar contigo e teoricamente mais protegido. Um homem não cuida do lar, dos filhos e trabalha ao mesmo tempo. Mas passa às 24 horas do dia arquitetando métodos para proteger sua família.
No fundo todo homem sabe o que ele quer mesmo que este pareça ser tão “macho”. Mas viver o desejado é o grande “X” da questão. Assumir tais características vai de encontro ao modelo secular criado por grandes heróis e não os tiro seus méritos, porém podemos fazer de nós mais heróis ainda; vivendo apenas o que eles nos deixaram e o que quiseram viver um dia e também foram impedidos pelo seu próprio ser. Ao contrário seremos apenas mais uma geração perpetuadora dessa espécie de “machos”.
E então o que querem os homens? Ou seria: como viver o que querem os homens?

terça-feira, abril 19

EU POESIA - Homenagem as vitímas de realengo.


Ao luto dos corações.
Sois a quem fores.
Encantos meros poucos.
Das imagens os rumores.
Ao mundo de loucos.

Memórias os sorrisos.
Abraços aquém do abrigo.
Estrelas não terão mais teus filhos.
Guardai-vos ao som da lua.

Faça das tuas almas a sua.
Digo-lhe ao sol vago.
Sonhos em si apagados.

Ficará o pranto.
O céu fará nova constelação.
Será assim um só coração.

CRÔNICAS NOSSAS.





Será o fim?

Às vezes paro e fico a me perguntar: o que faz o homem do século XXI com o seu próprio ser, com sua alma, com seu planeta; enfim com o seu existir. Nossos olhares ficam estampados em meios aos noticiários de homicídios, suicídios, estupro, morte no trânsito, violência na escola... E por vezes não nego, sinto vergonha de pertencer a essa espécie tão egoísta e diria tão suja. O que faz um pai jogar sua filha pela janela sem essa nem ao menos tem força para se defender e morrer acreditando ser ele o seu grande herói? O que leva um jovem a espancar uma mulher até a morte? O porquê de um homem entrar em um colégio e levar consigo o sonho de crianças inocentes? O que leva o homem a ser o que é? Porque deixar que tudo isso sobressaia em nosso ser?
Fala-se tanto em meio ambiente, em cuidar do planeta; mas estão esquecendo simplesmente que o planeta poderá ficar e não ter simplesmente quem o habite. O espírito do homem coroe até mesmo os sonhos de uma criança e fazem dela um projeto de maldade. Crianças abandonam seus brinquedos para segurar armas. E tudo isso parece que se tornou comum aos nossos olhos, tornou-se rotina.
Mas o que ainda me alegra é simplesmente sair pelas ruas e ainda poder ver um jovem ajudando um idoso, afinal enxerga nele seu espelho no futuro. Ver uma flor sendo tirada do jardim e dada á mulher amada. Poder ouvir um bom dia e boa tarde de forma pura e sem intenção de receber nada em troca. É ver a solidariedade estampada nos olhos de alguém ao ajudar o próximo, é ver pessoas se dedicando e lutando por causas simples e grandiosas a quem recebe. É ver pessoas que em casa não tem nada para comer, mas que no rosto estampa um das melhores obras de arte do homem: o sorriso. É ver que amizade ainda existe e sem esperar nada em troca. É justamente nesses momentos que sinto prazer em ser dessa espécie, pois os bons são maioria; a propaganda da coca-cola é verdade. Se não fosse o planeta Terra já teria chegado ao fim. Mas o mal nosso de cada dia parece querer sucumbir nosso amor, paixão, solidariedade; enfim nosso bem. Os bons ainda são maioria disso não há dúvida, porém a maioria pode deixar de existir se o fraco se fortalecer. Olhemos para o mundo ao nosso redor, vamos viver o que há para viver, vamos seguir em frente sem querer atropelar o outro, vamos viver apenas nossa felicidade.  

domingo, abril 17

CRÔNICAS NOSSAS.


Cai e levanta! Cai e levanta!
Em um dia ensolarado me chamou atenção a figura de João aprendendo a andar de bicicleta. Menino franzino e aparentemente fraco, mas com um olhar fixo e de quem sabe o que quer; e ele realmente sabia. 
Saindo devagarinho como quem não quer nada e despercebido ele pegou a bicicleta do pai. Sem ajuda de ninguém o tal menino resolveu aprender a montar a tal bicicleta. Dava para contar quando ele conseguia dar ao menos duas pedaladas seguidas, pois era um cai e levanta sem parar. A cada queda me cortava o coração, pois eram tombos feios. As pessoas que passavam e tentavam ajudar ele simplesmente se recusava, queria aprender sozinho e parece que ninguém tirava essa ideia da sua cabeça. Os ralados aumentava com o passar da manhã e ele insistia na tentativa de andar de bicicleta. Aquilo foi chamando atenção de todos e de repente a rua estava parada por causa de João tentando aprender a montar a tal bicicleta. A mãe na cozinha nem se quer sabia o que estava se passando. Ao ver aquele tanto de gente passando resolveu sair na janela. Para sua surpresa, se é que era surpresa, João aprontava mais uma.
Dona Maria largou o avental e saiu com o cinto na mão parecendo que iria para uma guerra, coitado da vítima que seria joão. Deparando com a cena e vendo o menino todo ralado pegou o chinelo, foi até a multidão e mandou o João entrar imediatamente. Pior que ele estava a bicleta, essa precisava ir para a UTI com certeza. O povo começou a se retirar e ele deu um grito dizendo que ia, mas voltava. Ai foi que o chinelo quase rasga de tanta palmada.
O engraçado é que o povo ficou esperando o garoto. Quando a mãe deu uma vacilada e foi tomar banho ele voltou para praça. Ao ver o povo todo parado ai foi que se encheu de alegria. Encostou em um passei alto, subiu na bicicleta e o inevitável aconteceu. O menino cruzou o quarteirão andando de bicicleta e o povo de pé aplaudiu. Dona Maria ao sair do banho ouviu os gritos e não vendo o filho em casa já sabia o que estava acontecendo. Ao sair na janela viu o povo todo batendo palmas e João pra lá e pra cá de bicleta, parecendo um rei no meio da multidão. Para sua sorte o sinto acompanhou o sofá e as mãos de Dona Maria não resistiu e se rendeu as palmas.

EU POESIA.


A Lua e Tuas Faces.

A Lua pouca meio vaga.
Canto nato e rouco.
Em sua canção paga.
A quem diga que es pouco.

Saudade trás a tua noite.
Quantas luas o negro ao açoite.
Lua essa de tantos amores.
Lua dos eternos escritores.

Voz suave e fala pequena.
Choras tal queal Iracema.
Traço minha poesia a sua letra.
Sem noção ao certo.
Em sim claridade obsoleta.
Tens ela meu olhar por perto.

Verso sem sentindo.
A lua comigo meu infinito.
O mito do teu brilho.
Estrela jaz seu abrigo.

Faz-se aquém do céu.
Guardas tua cor para ti.
Tens a beleza oculta ao teu véu.
Ao longe quis ela partir.

Sombra do raro cometa.
Magia de apenas um planeta.
Deserto para muitas faces.
Perdidas em teu próprio enlance.

Es tu a imagem insólita.
Lua esa de tanto querer.
Mentira de um conto milenar.
Quantas almas perdidas ao te ver?
Voz que faz-me calar.

Enigma do paraíso que eu tinha.
Perdido vinha meu ar.
Ao calar deste sorriso.
Joguei-me ao amor.

CRÔNICAS NOSSAS.


Escolhas!
                Eu simplesmente começo falando de escolhas. Toda nossa vida gira em torno das nossas escolhas. A partir delas construímos nosso caráter, nosso futuro, nossa alma; enfim nos construímos. E fazer escolhas realmente não é uma tarefa fácil. Às vezes as fazemos por influência do mundo ao nosso redor, pela necessidade, pela falta de oportunidade, por vontade, por desejo ou simplesmente por fazer. O mundo que rodeia as nossas escolhas é tão complexo quanto nós seres humanos. A única verdade é que se fizermos as mesmas com paixão com certeza alcançaremos o sucesso e  sentiremos aquela sensação de sonho realizado, o que é inexplicável e não há nada que pague esse prazer. E não há escolhas superiores ou inferiores; cada ser as possui unicamente. Muitas escolhas são tomadas em questão de segundos e suas consequências iram perdurar pela eternidade, algumas escolhas são tão pensadas e no momento de serem tomadas a oportunidade é perdida, outras são tomadas sem pensar e dão certo; enfim a vida humana é formada ao redor das escolhas. Escolher seu futuro não é algo fácil, a única certeza é que alcançar um objetivo seu, por mais que seja simples para o resto do planeta, é algo grandioso. 
         “Às vezes a vida parece estar zombando de nossos sonhos, reduzindo-os à condição de meras fantasias irrealizáveis e fazendo com que nos sintamos como tolos que sonham demais. Nessa hora, você tem duas opções: ou joga a toalha e desiste, ou se agarra ainda mais aos seus objetivos e os torna concretos, primeiro em sua cabeça, depois na realidade”.

EU POESIA.



Obra Humana.

Frases ditas a poucos.
Viagem de meros loucos.
Chamam-no humanos.
Mousart jaz teu piano.

Telegrama sem destinatário.
Espécie sem planeta.
Destino já não há.
A Terra vaga ao cometa.
E a carta onde está?
Entre guerras seu lugar.

O palhaço chorou a parte.
Restará uma nave a Marte.
Estrelas ao teu abrigo.
Amores apenas memórias.
Apresento-vos o perigo.
Deixais então suas histórias.

Ser ou não a questão?
A perdição no simples existir.
O partir a lua seguiu.
Ao luto ficará teu ser.

Peguais teu vintém.
Coração sei que não tens.
Partais enquanto a vida.
Desta obra de mentiras.

Perdoai-vos! Tua alma perderá.
O inimio conhecerá;
Teu ego que entoa.