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"Aprendi que as maiores riquezas estão ao nosso lado e que o nascer de cada dia é uma nova oportunidade de ser feliz e fazer a diferença".

sexta-feira, novembro 11

CRÔNICAS NOSSAS.

Qual será o fim?

A cada nova geração o “homem” atinge um patamar de desenvolvimento tecnológico e econômico jamais visto ao longo da história humana. Gerações passadas nunca imaginariam ter a internet, celular, TV; enfim jamais imaginariam viver em um mundo como o do século XXI. No entanto, a realidade do nosso cotidiano nos conduz a um crueldade e diria que criminalidade incomparável. O que assistimos é o crescimento a custa da liberdade, alegria, humildade; a custa dos valores mais simples e ao mesmo tempo mais grandiosos que compõe a espécie humana.
Construímos castelos próprios em nossos lares, mas perdemos a cada dia a liberdade de sair nas ruas e andar sem a preocupação de ser mais uma vítima dessa pandemia que se chama violência. Compramos o carro da última geração, mas ficamos impedidos de andar pelas vias públicas por horas devido os engarrafamentos gigantescos.
O mundo acadêmico se transformou em um mundo de fórmulas, técnicas e conceitos decorativos, gerando como produto alunos sem o mínimo preparo para a vida. É preciso se atentar que existem bem mais coisas aquém dos livros e coisas que não se aprendem em uma sala de aula.
A palavra chave se chama o lucro. Esse é o grande objetivo da nossa geração. Passamos a traçar nossos relacionamentos a custa de vantagens que ele pode nos trazer. Criamos nossos filhos baseados na hierarquia do ter e não na hierarquia do amor, da dignidade e da humildade.
Fazemos parte da geração que mais sofre com problemas psicológicos. O stress, a depressão, a síndrome do pânico e tantas outras doenças da mesma atmosfera atormentam nossa espécie com a mais vasta brutalidade. E para percebermos isso não é necessário olhar para Amy, Michael Jackson e outras figuras famosas; basta olharmos o mundo que nos rodeia diretamente. E não temos com quem contar a não ser nós mesmos, pois nossos psicólogos e psiquiatras também são vítimas e um cego não pode guiar outro.
Esse na verdade é o grande projeto que estamos inseridos e isso me leva a pensar cada vez mais como viveram meus avós. Um mundo sem tanto luxo e riqueza, porém um mundo onde a felicidade não era um crime.
O simples ato de amar, de dar um bom dia, de dizer um muito obrigado vem sendo sucateado pelo individualismo capitalista. Somos criados para ser um grande capitalista e se não alcançamos tal objetivo nos sentimos o mais fraco e inútil dos seres humanos. Mas no mundo dos sentimentos não há como ser uma capitalista; o mundo do sentimentos não tem regras e objetivos.
A cada novo amanhecer temos a oportunidade de traçar um novo caminho e de fazer a diferença, contudo a cada novo amanhecer proliferamos esse estilo de vida contemporâneo tão grandioso e ao mesmo tempo tão solitário.

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