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"Aprendi que as maiores riquezas estão ao nosso lado e que o nascer de cada dia é uma nova oportunidade de ser feliz e fazer a diferença".

terça-feira, abril 19

EU POESIA - Homenagem as vitímas de realengo.


Ao luto dos corações.
Sois a quem fores.
Encantos meros poucos.
Das imagens os rumores.
Ao mundo de loucos.

Memórias os sorrisos.
Abraços aquém do abrigo.
Estrelas não terão mais teus filhos.
Guardai-vos ao som da lua.

Faça das tuas almas a sua.
Digo-lhe ao sol vago.
Sonhos em si apagados.

Ficará o pranto.
O céu fará nova constelação.
Será assim um só coração.

CRÔNICAS NOSSAS.





Será o fim?

Às vezes paro e fico a me perguntar: o que faz o homem do século XXI com o seu próprio ser, com sua alma, com seu planeta; enfim com o seu existir. Nossos olhares ficam estampados em meios aos noticiários de homicídios, suicídios, estupro, morte no trânsito, violência na escola... E por vezes não nego, sinto vergonha de pertencer a essa espécie tão egoísta e diria tão suja. O que faz um pai jogar sua filha pela janela sem essa nem ao menos tem força para se defender e morrer acreditando ser ele o seu grande herói? O que leva um jovem a espancar uma mulher até a morte? O porquê de um homem entrar em um colégio e levar consigo o sonho de crianças inocentes? O que leva o homem a ser o que é? Porque deixar que tudo isso sobressaia em nosso ser?
Fala-se tanto em meio ambiente, em cuidar do planeta; mas estão esquecendo simplesmente que o planeta poderá ficar e não ter simplesmente quem o habite. O espírito do homem coroe até mesmo os sonhos de uma criança e fazem dela um projeto de maldade. Crianças abandonam seus brinquedos para segurar armas. E tudo isso parece que se tornou comum aos nossos olhos, tornou-se rotina.
Mas o que ainda me alegra é simplesmente sair pelas ruas e ainda poder ver um jovem ajudando um idoso, afinal enxerga nele seu espelho no futuro. Ver uma flor sendo tirada do jardim e dada á mulher amada. Poder ouvir um bom dia e boa tarde de forma pura e sem intenção de receber nada em troca. É ver a solidariedade estampada nos olhos de alguém ao ajudar o próximo, é ver pessoas se dedicando e lutando por causas simples e grandiosas a quem recebe. É ver pessoas que em casa não tem nada para comer, mas que no rosto estampa um das melhores obras de arte do homem: o sorriso. É ver que amizade ainda existe e sem esperar nada em troca. É justamente nesses momentos que sinto prazer em ser dessa espécie, pois os bons são maioria; a propaganda da coca-cola é verdade. Se não fosse o planeta Terra já teria chegado ao fim. Mas o mal nosso de cada dia parece querer sucumbir nosso amor, paixão, solidariedade; enfim nosso bem. Os bons ainda são maioria disso não há dúvida, porém a maioria pode deixar de existir se o fraco se fortalecer. Olhemos para o mundo ao nosso redor, vamos viver o que há para viver, vamos seguir em frente sem querer atropelar o outro, vamos viver apenas nossa felicidade.  

domingo, abril 17

CRÔNICAS NOSSAS.


Cai e levanta! Cai e levanta!
Em um dia ensolarado me chamou atenção a figura de João aprendendo a andar de bicicleta. Menino franzino e aparentemente fraco, mas com um olhar fixo e de quem sabe o que quer; e ele realmente sabia. 
Saindo devagarinho como quem não quer nada e despercebido ele pegou a bicicleta do pai. Sem ajuda de ninguém o tal menino resolveu aprender a montar a tal bicicleta. Dava para contar quando ele conseguia dar ao menos duas pedaladas seguidas, pois era um cai e levanta sem parar. A cada queda me cortava o coração, pois eram tombos feios. As pessoas que passavam e tentavam ajudar ele simplesmente se recusava, queria aprender sozinho e parece que ninguém tirava essa ideia da sua cabeça. Os ralados aumentava com o passar da manhã e ele insistia na tentativa de andar de bicicleta. Aquilo foi chamando atenção de todos e de repente a rua estava parada por causa de João tentando aprender a montar a tal bicicleta. A mãe na cozinha nem se quer sabia o que estava se passando. Ao ver aquele tanto de gente passando resolveu sair na janela. Para sua surpresa, se é que era surpresa, João aprontava mais uma.
Dona Maria largou o avental e saiu com o cinto na mão parecendo que iria para uma guerra, coitado da vítima que seria joão. Deparando com a cena e vendo o menino todo ralado pegou o chinelo, foi até a multidão e mandou o João entrar imediatamente. Pior que ele estava a bicleta, essa precisava ir para a UTI com certeza. O povo começou a se retirar e ele deu um grito dizendo que ia, mas voltava. Ai foi que o chinelo quase rasga de tanta palmada.
O engraçado é que o povo ficou esperando o garoto. Quando a mãe deu uma vacilada e foi tomar banho ele voltou para praça. Ao ver o povo todo parado ai foi que se encheu de alegria. Encostou em um passei alto, subiu na bicicleta e o inevitável aconteceu. O menino cruzou o quarteirão andando de bicicleta e o povo de pé aplaudiu. Dona Maria ao sair do banho ouviu os gritos e não vendo o filho em casa já sabia o que estava acontecendo. Ao sair na janela viu o povo todo batendo palmas e João pra lá e pra cá de bicleta, parecendo um rei no meio da multidão. Para sua sorte o sinto acompanhou o sofá e as mãos de Dona Maria não resistiu e se rendeu as palmas.

EU POESIA.


A Lua e Tuas Faces.

A Lua pouca meio vaga.
Canto nato e rouco.
Em sua canção paga.
A quem diga que es pouco.

Saudade trás a tua noite.
Quantas luas o negro ao açoite.
Lua essa de tantos amores.
Lua dos eternos escritores.

Voz suave e fala pequena.
Choras tal queal Iracema.
Traço minha poesia a sua letra.
Sem noção ao certo.
Em sim claridade obsoleta.
Tens ela meu olhar por perto.

Verso sem sentindo.
A lua comigo meu infinito.
O mito do teu brilho.
Estrela jaz seu abrigo.

Faz-se aquém do céu.
Guardas tua cor para ti.
Tens a beleza oculta ao teu véu.
Ao longe quis ela partir.

Sombra do raro cometa.
Magia de apenas um planeta.
Deserto para muitas faces.
Perdidas em teu próprio enlance.

Es tu a imagem insólita.
Lua esa de tanto querer.
Mentira de um conto milenar.
Quantas almas perdidas ao te ver?
Voz que faz-me calar.

Enigma do paraíso que eu tinha.
Perdido vinha meu ar.
Ao calar deste sorriso.
Joguei-me ao amor.

CRÔNICAS NOSSAS.


Escolhas!
                Eu simplesmente começo falando de escolhas. Toda nossa vida gira em torno das nossas escolhas. A partir delas construímos nosso caráter, nosso futuro, nossa alma; enfim nos construímos. E fazer escolhas realmente não é uma tarefa fácil. Às vezes as fazemos por influência do mundo ao nosso redor, pela necessidade, pela falta de oportunidade, por vontade, por desejo ou simplesmente por fazer. O mundo que rodeia as nossas escolhas é tão complexo quanto nós seres humanos. A única verdade é que se fizermos as mesmas com paixão com certeza alcançaremos o sucesso e  sentiremos aquela sensação de sonho realizado, o que é inexplicável e não há nada que pague esse prazer. E não há escolhas superiores ou inferiores; cada ser as possui unicamente. Muitas escolhas são tomadas em questão de segundos e suas consequências iram perdurar pela eternidade, algumas escolhas são tão pensadas e no momento de serem tomadas a oportunidade é perdida, outras são tomadas sem pensar e dão certo; enfim a vida humana é formada ao redor das escolhas. Escolher seu futuro não é algo fácil, a única certeza é que alcançar um objetivo seu, por mais que seja simples para o resto do planeta, é algo grandioso. 
         “Às vezes a vida parece estar zombando de nossos sonhos, reduzindo-os à condição de meras fantasias irrealizáveis e fazendo com que nos sintamos como tolos que sonham demais. Nessa hora, você tem duas opções: ou joga a toalha e desiste, ou se agarra ainda mais aos seus objetivos e os torna concretos, primeiro em sua cabeça, depois na realidade”.

EU POESIA.



Obra Humana.

Frases ditas a poucos.
Viagem de meros loucos.
Chamam-no humanos.
Mousart jaz teu piano.

Telegrama sem destinatário.
Espécie sem planeta.
Destino já não há.
A Terra vaga ao cometa.
E a carta onde está?
Entre guerras seu lugar.

O palhaço chorou a parte.
Restará uma nave a Marte.
Estrelas ao teu abrigo.
Amores apenas memórias.
Apresento-vos o perigo.
Deixais então suas histórias.

Ser ou não a questão?
A perdição no simples existir.
O partir a lua seguiu.
Ao luto ficará teu ser.

Peguais teu vintém.
Coração sei que não tens.
Partais enquanto a vida.
Desta obra de mentiras.

Perdoai-vos! Tua alma perderá.
O inimio conhecerá;
Teu ego que entoa.