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"Aprendi que as maiores riquezas estão ao nosso lado e que o nascer de cada dia é uma nova oportunidade de ser feliz e fazer a diferença".

domingo, janeiro 31


O Verdadeiro Carnaval.

 

Carnaval de muitos, de poucos e de milhões.

De Marias e de tantas canções.

Dos milhares de foliões.

Acorda Brasil vem ver o samba da baixada.

Teu povo chorando deu risada.

 

O trio elétrico no ponto.

O coração está pronto.

Em teus porões teu povo clama.

Na avenida se faz quem ama.

 

Nos corredores da alegria.

Sem cor, raça ou etnia.

O que vale é a harmonia.

 

O bloco passou e agora acabou.

É hora de limpar o que ficou.

A realidade faz chorar.

E Maria outra vez voltou a rezar.

 

terça-feira, agosto 5

QUAL NOSSO DESTINO?

Nessa trajetória chamada vida nós iremos caminhar por diversos becos, vielas e avenidas. O destino nos leva a idas e vindas e algumas vezes iremos a lugares inesperados. A cada um cabe o espírito de saber chegar e sair. Nesta caminhada os erros são inevitáveis, afinal somos seres humanos. No entanto, “um erro pode ser encarado como uma besteira a ser esquecia ou um resultado que aponta uma nova direção”. Michael Jordam diz: "Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo... e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso." Grandes resultados foram construídos com grandes erros. Erros esses que foram tomados como lições para as grandes conquistas.
“O sucesso é uma combinação de fazer o que se gosta com aprendizado contínuo. Não é um destino, e sim uma viagem de excelência”. No dia que acordamos sem paixão pelo que fazemos é porque está na hora de parar. Parar e rever conceitos, comportamentos e talvez mudar nosso rumo.
Todos nós somos lideres de nós mesmos. A cada nova manhã a vida nos dá de presente um novo dia para que possamos construir nossas vidas. A cada nova manhã temos a oportunidade de liderar nosso destino. Alguns dizem que liderança é um dom, outros que é uma prática, outros que é um mero comportamento; enfim existe uma ampla discussão sobre o assunto. E então cabe uma pergunta: onde queremos chegar? Cada ser humano possui seus sonhos e escolhas. Não existe sonho melhor ou pior, afinal ele é seu; e jamais devemos guardá-los em uma gaveta acreditando ser algo simples demais para ser realizado. Jamais devemos deixar alguém dizer que não somos capazes.
            Para alcançarmos nossas conquistas precisaremos de dedicação e persistência. A dedicação é algo diário. Afinal, “a vontade de ganhar não pode ser maior que a vontade de se preparar”. Por vezes nossos sonhos parecem inatingíveis, mas é só o destino querendo que deixemos de lado o que realmente queremos. Não podemos achar que as coisas iram chegar até nós de uma hora para outra; é preciso fazer acontecer. E nunca é tarde para correr atrás dos nossos sonhos. A cada novo dia nosso destino passa pelas nossas mãos e cabe a nós apontar a direção que queremos ou simplesmente deixar o acaso fazer isso por nós.
           


quinta-feira, setembro 12

EU POESIA.

Pobre mortal sois eu.
Se pudesse escolheria não errar.
Mas quem sou para acertar?
O acaso seria em si opaco.

Das letras que traço.
Rogo o que faço.
Teu encanto faz-se o erro.
Mas quem sou para errar?

Talvez o erro foi não acertar.
Talvez o acertar foi errar.

domingo, julho 15

CRÔNICAS NOSSAS.




NOSSA JORNADA.

Vivemos em uma sociedade chamada a sociedade perfeita, afinal jamais o homem teve um progresso como este do século XXI. A inteligência humana não tem limites e a partir de então surge criações cada vez mais inovadas; a cada geração o homem superar seus próprios limites e alcança conquistas inéditas e inacreditáveis. É fato que o patamar tecnológico alcançando pela espécie humana na atual sociedade é algo jamais visto ao longo da história. No entanto, é nessa hora que paro e fico me perguntando onde está tanta perfeição. Estamos conquistado tudo isso a custa da nossa própria destruição e esse preço é muito caro. Vivemos em uma sociedade imediatista e capitalista acima de tudo. Estamos inseridos em um cenário onde aprendemos a buscar a riqueza e não a felicidade. Passamos a maior parte do nosso dia voltando nossa mente para a busca inatingível de bens materiais e ao final do dia a sensação é de não ter feito nada. Vivemos em um imediatismo fora do comum; tudo tem que ser rápido e de qualidade. Somos bombardeados por informações, acontecimentos e fatos; e nossa mente não consegue processar tudo isso. Se o homem pudesse criaria mais uma hora para o dia e ainda assim seria pouco. Até mesmo o nosso sono foi tomado por toda essa loucura, afinal dormimos e acordamos pensando em conquistar mais e mais coisas. E não agradecemos nem mesmo o que temos.
É preciso dar rumo a nossos sonhos, valores e sentimentos. Estamos em um barco seguindo toda essa maré e no final vamos querer pular fora e será tarde demais.
Quantos minutos do dia paramos para agradecer o fato de acordar bem? Quantas vezes dizemos que amamos as pessoas que realmente amamos? Quantas horas do dia dedicamos a nós mesmos? No entanto, dedicamos varias horas do nosso dia olhando carros de luxo, a casa dos nossos sonhos, sonhando em ganhar da loteria; enfim acredito que não dedicamos nem 1 hora do nosso dia com coisas valiosas como o amor, amizade, carinho e respeito.
Enquanto vivermos ainda resta tempo de correr atrás e fazer do amanha um novo dia. Resta tempo de parar e olhar ao nosso redor e ver o que realmente vale a pena correr atrás. A chave do nosso sucesso não está no que conquistamos e sim no que somos. A partir do que somos o resto se torna mera consequência. Podemos conquistar o mundo inteiro e não sermos felizes, mas podemos não conquistar nada e mesmo assim sermos felizes.  

segunda-feira, janeiro 16

EU POESIA.

Sentimentos de um ser.

Do toque em ti faço.
Das estrelas o teu abraço.
Do desejo apenas a ilusão.
Nunca tereis teu coração.

Minha alma pede a tua.
Querias eu mandar neste coração.
Tens a flor sem a lua.
Pedirias não mais te querer.
Dirias que es pecado te ter.
Falarias prefiro te esquecer.

Restou-me tua imagem ver.
Em teu toque me perdi.
Curei-me junto a ti.
Em teus braços quis me ir.
Tereis apenas o pecado do querer.

sexta-feira, novembro 11

CRÔNICAS NOSSAS.

Qual será o fim?

A cada nova geração o “homem” atinge um patamar de desenvolvimento tecnológico e econômico jamais visto ao longo da história humana. Gerações passadas nunca imaginariam ter a internet, celular, TV; enfim jamais imaginariam viver em um mundo como o do século XXI. No entanto, a realidade do nosso cotidiano nos conduz a um crueldade e diria que criminalidade incomparável. O que assistimos é o crescimento a custa da liberdade, alegria, humildade; a custa dos valores mais simples e ao mesmo tempo mais grandiosos que compõe a espécie humana.
Construímos castelos próprios em nossos lares, mas perdemos a cada dia a liberdade de sair nas ruas e andar sem a preocupação de ser mais uma vítima dessa pandemia que se chama violência. Compramos o carro da última geração, mas ficamos impedidos de andar pelas vias públicas por horas devido os engarrafamentos gigantescos.
O mundo acadêmico se transformou em um mundo de fórmulas, técnicas e conceitos decorativos, gerando como produto alunos sem o mínimo preparo para a vida. É preciso se atentar que existem bem mais coisas aquém dos livros e coisas que não se aprendem em uma sala de aula.
A palavra chave se chama o lucro. Esse é o grande objetivo da nossa geração. Passamos a traçar nossos relacionamentos a custa de vantagens que ele pode nos trazer. Criamos nossos filhos baseados na hierarquia do ter e não na hierarquia do amor, da dignidade e da humildade.
Fazemos parte da geração que mais sofre com problemas psicológicos. O stress, a depressão, a síndrome do pânico e tantas outras doenças da mesma atmosfera atormentam nossa espécie com a mais vasta brutalidade. E para percebermos isso não é necessário olhar para Amy, Michael Jackson e outras figuras famosas; basta olharmos o mundo que nos rodeia diretamente. E não temos com quem contar a não ser nós mesmos, pois nossos psicólogos e psiquiatras também são vítimas e um cego não pode guiar outro.
Esse na verdade é o grande projeto que estamos inseridos e isso me leva a pensar cada vez mais como viveram meus avós. Um mundo sem tanto luxo e riqueza, porém um mundo onde a felicidade não era um crime.
O simples ato de amar, de dar um bom dia, de dizer um muito obrigado vem sendo sucateado pelo individualismo capitalista. Somos criados para ser um grande capitalista e se não alcançamos tal objetivo nos sentimos o mais fraco e inútil dos seres humanos. Mas no mundo dos sentimentos não há como ser uma capitalista; o mundo do sentimentos não tem regras e objetivos.
A cada novo amanhecer temos a oportunidade de traçar um novo caminho e de fazer a diferença, contudo a cada novo amanhecer proliferamos esse estilo de vida contemporâneo tão grandioso e ao mesmo tempo tão solitário.

sábado, outubro 29

CRÔNICAS NOSSAS.

"Sou apenas um caminhante
Que perdeu o medo de se perder
Estou seguro de que sou imperfeito
Podem me chamar de louco
Podem zombar das minhas ideias
Não importa!
O que importa é que sou um caminhante
Que vende sonhos para os passantes
Não tenho bússola nem agenda
Não tenho nada, mas tenho tudo
Sou apenas um caminhante
À procura de mim mesmo".

(O Vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos, Cury Augusto).

sábado, outubro 8

CARTA DE APOIO AO SINDICANTO E COLEGAS BANCÁRIOS.





Itabuna, 08 de Outubro de 2011.


Caros colegas,

             Através destas poucas linhas veio prestar minha solidariedade perante o movimento grevista. Parabenizo primeiramente a vocês que estão à frente do movimento e que sem nenhum receio enfrentam os banqueiros, alguns colegas, autoridades e a sociedade em geral. Também parabenizo os demais colegas por fazer parte da maior greve dos últimos 20 anos.
Aos olhos de muitos a greve dos bancários é só mais uma farra para ganhar aumento de salário. Sem dúvida alguma, tal afirmação é um crime contra a categoria e contra a própria população. Bem mais do que um aumento salarial, nós queremos o reconhecimento da nossa dignidade e não pensamos apenas em nós; também pensamos na população. Lutamos por direitos legais, a fim de ter nosso reconhecimento e servir melhor ao povo que todos os dias está nas filas monstruosas e que precisa dos bancos.
                  A ideologia capitalista  arranca do homem seu último neurônio e carácter e depois o joga fora como um lixo. E o dia a dia dos bancos não é diferente. Aos clientes de maior poder aquisitivo atendimentos prioritários e ao demais resta aquele velho caos de entrar em um banco pela manhã e sair depois de horas de espera. Lutamos não apenas por nós, mas por toda a sociedade. A existência dos bancos primeiramente é possível por conta dos clientes e depois dos bancários; essa é a escada para existência de um banco. E porque na escada do respeito e dignidade percebemos esses como os últimos? Lutamos para ver essa situação revertida. E os banqueiros colocam como grande vilão a classe dos bancários. Tal ideia não pode ser disseminada em meio à sociedade, afinal o grande vilão são os banqueiros.
Tenho apenas quatro meses de banco e praticamente experiência nenhuma, mas certos acontecimentos me fizeram vir até aqui. Eu vi de perto gerente chorando por não conseguir alcançar a meta que tinha que fazer e simplesmente todo o esforço que exerceu durante sua carreira ser apagado. Eu vi colegas saírem da agência com o medo estampado nos olhos e temendo ser vitima de sequestro. Eu vi clientes humilharem colegas e agredirem sua moral não apenas como bancário, mas como cidadão e tudo isso por conta de problemas que não cabem a nós. Deparei-me com colegas que dedicaram praticamente toda a sua vida ao banco, deixando até mesmo de viver momentos com sua família e quando vivia não vivia de corpo e alma, por pensar nas coisas que tinha que fazer na segunda-feira. Deparei-me com colegas que por adquirirem DORT/LER foram jogados fora como um lixo e sem pena alguma pelos banqueiros.
Mas também não podemos deixar de amar o que fazemos, pois a população precisa de nós e se lutamos por ela devemos ter essa consciência. Nesses quatro meses também aprendi a gostar do que faço e esse é o segredo do sucesso; e o que mais me motiva é ouvir um elogio de um cliente em meio a um dia cheio de stress. Encerrando essas linhas gostaria de compartilhar um acontecimento: conversando com um cliente sobre o stress, a demora no atendimento e coisas do tipo ele me perguntou o que havia de prazeroso em trabalhar ali: eu respondi que um simples elogio de um cliente, como o que ele acabava de me fazer é capaz de apagar tudo de ruim que se vive em dia de trabalho e nesse dia saímos da agência sentindo orgulho de nós mesmos. No resumo de tudo é isso que pedimos: reconhecimento.
Não estou 100% a frente do movimento, mas a cada dia que vejo vocês na porta dos bancos em meio à chuva e sol sinto mais orgulho ainda  de fazer parte dessa greve e o mínimo que posso fazer é prestar o meu apoio.


 Abraços,

Vanclei Santana da Silva.

domingo, agosto 7

CRÔNICAS NOSSAS.


A MAGIA DE SER BRASILEIRO.

A magia de ser brasileiro foi simplesmente ocultada a nós e isso é algo que ninguém jamais nos tomara. Por nossos corpos circula uma alegria e um sofrimento tão árduo que vivemos cada instante com uma intensidade gigantesca, fazendo de cada minuto um momento único e vivendo como se aquele fosse o último momento de nossas vidas. E por ai a fora dizem que brasileiro é preguiçoso, que para tudo cria um feriado nacional e que por aqui tudo é festa. O engraçado é que basta chegarem por essas terras verdes e amarelas para se envolveram tanto, a ponto de dizerem que vivemos no melhor país do mundo e nesse momento apagam todas as concepções afirmadas. Eu digo simplesmente que eles desconhecem nossa história, nossa luta cotidiana; enfim eles desconhecem o que é ser brasileiro. E o que é ser brasileiro? É assistir o cara que vimos na urna e acreditávamos ser ele não o salvador da pátria, mas apenas o salvador de um dos nossos problemas; praticar contra nós o crime mais sórdido e indigno da espécie humana: a mentira. É ver alegria de nossos filhos ao deixarmos eles na escola e ver a tristeza em nossas faces ao ir busca-los, tendo apenas seus corpos ausentes de um coração e os sonhos que não alcançaram. E o pior é que achávamos que lá seria o lugar mais seguro e promissor para suas vidas.
É ver um prédio imenso que foi construído por nossas mãos e ser impedido de entrar pelo segurança por ser confundido com um ladrão e tentar se explicar e acabar parando na cadeia como um ladrão. É ver nossos filhos perderem suas vidas como criminosos por seguirem uma opção sexual não condizente com o “dogma” construído pela sociedade.
Nossos parentes foram torturados pelos anos de chumbo e se quer entregaram seus corpos para que fossemos velá-los. Aprendemos pela dor que o trabalho de uma vida pode ser levado por apenas algumas horas de chuva e com a água se vai nossa dor. Mas também aprendemos que podemos reconstruir uma nova vida, afinal após a tempestade vem à calmaria. Fomos usurpados pelos portugueses que aqui chegaram, mas não foram capazes de fazer de nós menos brasileiros; pelo contrário: eles que se fazem menos portugueses nos dias de hoje. Vemos a criação de programas sociais e aplaudimos com grande êxito e só então descobrimos que eles criaram não para nós e sim para eles. E poderia ficar aqui enchendo tantas e tantas linhas para descrever o que é ser brasileiro.
Trabalhamos o ano todo e convivemos com as realidades mais cruéis e então vem o Carnaval. Saímos pelas ruas com uma felicidade tamanha que parece que tudo é apagado e sinceramente nós realmente apagamos tudo e por um instante desejamos Carnaval o ano todo. Talvez seja essa capacidade de viver tão intensamente nossas emoções que faz de nós esse povo mágico. Sem falar no futebol.  Ah! O futebol. Sem dúvida esse nasceu com o DNA do brasileiro. Muito aquém de um esporte; para nós é um sonho, um propósito, questão de honra e de amor. Esquecemos o problema da semana toda ao ver nosso time jogar mal o jogo todo e fazer um gol aos 48 do segundo tempo e então segunda-feira é gozação certa com o colega perdedor. Nós somos nossa própria festa. Fazemos de nós muito mais do que meros mortais, fazemos de nós brasileiros apaixonados pelo que somos e o que fazemos e por isso encantamos o resto do mundo.

quinta-feira, julho 28

EU POESIA.



Um sentimento que eu sinto.

De todas as flores.
Segredos e suas cores.
Dos pecados o mais efêmero.
Das noites cálidas temendo.
A dor da ausência.
Foras Gregório e sua consciência.
Dos tempos do passado.
Dizeis a ela lua: sou eu teu amado.
Levai a ela meus versos.
Rogo a ti e peço.
Traço versos solitários.
Deste ego do calcário.
Não a fim para tal sentimento.
Ao sol não há amada.
A estrela perdeu-se a viela.
Eras tu a primavera de praga.
Dizeis o lua a paixão que trago a ela.