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"Aprendi que as maiores riquezas estão ao nosso lado e que o nascer de cada dia é uma nova oportunidade de ser feliz e fazer a diferença".

quarta-feira, abril 27

CRÔNICAS NOSSAS.



Afinal o que querem os homens?
Historicamente as mulheres foram interrogadas sobre o que queriam, como queriam e porque queriam. E os homens, afinal o que eles querem? Ao longo dos tempos o sexo masculino fez questão de sucumbir suas emoções e mesmo nos momentos de maior fraqueza ele jamais poderia deixar ser levado por sentimentos. Há como imaginar Alexandre – o grande – sofrendo por um amor? Hércules chorando por medo? Stálin perdendo a razão por uma paixão? Mas não se enganem tudo isso aconteceu, no entanto eles fizeram questão de sentir seus sentimentos às escondidas como o faz os homens historicamente.
O homem difere a mulher quanto à fala, hormônios, força, tamanho; enfim quanto à forma biológica. Mas quando se fala em sentimentos todos nós somos iguais; não existe um amor para mulher e um amor para o homem; tudo é único quando se fala em sentimentos. Se não os fosse como um homem corresponderia um abraço sem senti-lo, como seria amado sem amar? Com isso quero apenas dizer sentimentos são únicos e assim como a mulheres os querem os homem também. Mas no meio desse cenário existe uma grande diferença: as mulheres podem viver tudo isso à tona e sem vergonha de nada e essa é uma das invejas que os homens têm, com certeza. A grande questão é que todo o conceito de “masculinidade” criado ao decorrer dos milênios, séculos e décadas fizeram o homem afogar o seu sentimentalismo e disso não há dúvidas.
Um homem também acreditou em princesa encantada um dia, porém percebeu que o mundo encantado não existe. Talvez a forma com que encare essa ideia seja diferente da forma que a mulher encara, mas não se engane ele também pensou assim.
Mas afinal o que querem os homens? Essa pergunta é uma grande incógnita para as mulheres. No fundo todo homem sabe o que ele quer, a pergunta ideal seria: afinal como viver o que querem os homens? Essa sim é a grande questão.
Um homem procura carinho, precisa de carinho, quer carinho. Um homem também deseja receber uma flor dada pela mulher amada em um dia qualquer, acordar ao lado dela e ser tomado por um abraço; enfim o homem busca apenas na mulher um ser tal como ele. E vou além ao dizer que o homem queria simplesmente chorar ao ouvir uma música romântica ou assistindo uma cena de novela, ser sensível sem ser chamado de gay, dar bom dia e boa noite sem ser chamado de conquistador barato, dar um beijo em seu melhor amigo sem os olhares preconceituosos virarem contra ele. Tudo isso no fundo os homens desejam, entretanto na prática não é fácil viver tais ações. Um homem queria sentar em uma roda de amigos sem falar somente de futebol, mulher gostosa e sexo. Mas se nem ao menos fingir estar no meio desse bate papo com certeza não estará presente na próxima quarta-feira do shop. Um homem queria chorar na apresentação da escola de seu filho sem olhar para ao lado para ver se ele não é o único, porque se for esconde as lágrimas no mesmo instante. No entanto, é vergonhoso chorar escondido ou reconhecer suas emoções diante do próximo por sentir aquilo naquele momento? Talvez um dia nós homens iremos perceber que assumir nosso sentimentalismo é simples e que isso não faz de nós menos homens, apenas fortifica nossa masculinidade.
O homem não carrega por nove meses seu filho, mas vive na insegurança durante esses nove meses, justamente por saber que ele poderia estar contigo e teoricamente mais protegido. Um homem não cuida do lar, dos filhos e trabalha ao mesmo tempo. Mas passa às 24 horas do dia arquitetando métodos para proteger sua família.
No fundo todo homem sabe o que ele quer mesmo que este pareça ser tão “macho”. Mas viver o desejado é o grande “X” da questão. Assumir tais características vai de encontro ao modelo secular criado por grandes heróis e não os tiro seus méritos, porém podemos fazer de nós mais heróis ainda; vivendo apenas o que eles nos deixaram e o que quiseram viver um dia e também foram impedidos pelo seu próprio ser. Ao contrário seremos apenas mais uma geração perpetuadora dessa espécie de “machos”.
E então o que querem os homens? Ou seria: como viver o que querem os homens?

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